Com 48 seleções, três países-sede e expectativa de quebra de recordes, Copa do Mundo de 2026 começa oficialmente. Brasil tenta encerrar jejum de 24 anos sem conquistar o principal título do futebol mundial.
Chegou o dia. A bola começa a rolar para a maior Copa do Mundo já organizada pela Fifa. Pela primeira vez na história, 48 seleções entram na disputa pelo troféu mais cobiçado do futebol mundial em um torneio espalhado por três países: Estados Unidos, México e Canadá.
Para o Brasil, a competição representa muito mais do que uma simples participação. É a oportunidade de encerrar uma espera que já dura 24 anos e recolocar a camisa amarela no topo do futebol mundial.
Maior vencedora da história das Copas, a Seleção Brasileira inicia sua caminhada carregando o peso da tradição, a expectativa de milhões de torcedores e o sonho do hexacampeonato.
O Mundial de 2026 entra para a história antes mesmo da primeira partida.
Pela primeira vez, a competição contará com 48 seleções, ampliando significativamente o número de jogos e participantes.
Serão 16 cidades-sede distribuídas entre Estados Unidos, México e Canadá, numa operação sem precedentes para a Fifa.
O novo formato também abre caminho para uma série de recordes.
Com 40 partidas a mais em relação às edições anteriores, cresce a expectativa de que a marca de 172 gols registrados na Copa do Catar seja superada.
Outra disputa que chama atenção envolve os artilheiros históricos da competição.
O alemão Miroslav Klose segue no topo com 16 gols em Copas do Mundo, mas Lionel Messi e Kylian Mbappé chegam ao torneio com chances matemáticas de aproximar-se ou até superar a marca.
Copa começa cercada de controvérsias
Nem só de futebol vive a Copa de 2026.
Antes mesmo do início do torneio, questões geopolíticas passaram a dividir espaço com o noticiário esportivo.
O caso mais emblemático envolve a seleção do Irã.
Classificado para o Mundial, o país esteve no centro de discussões após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relacionadas às tensões diplomáticas entre as duas nações.
O episódio gerou debates sobre a realização das partidas da equipe iraniana em território norte-americano e reforçou como o futebol continua sendo impactado por temas que ultrapassam as quatro linhas.
Apesar das discussões, a Fifa manteve a programação original da competição.
Enquanto os bastidores do Mundial são ocupados por debates políticos e recordes históricos, a atenção do torcedor brasileiro está voltada para um único objetivo: o hexa.
A estreia da Seleção acontece neste sábado (13), diante do Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
Considerado o adversário mais forte do Grupo C, o selecionado africano será o primeiro grande teste da equipe comandada por Carlo Ancelotti.
Na sequência, o Brasil encara Haiti e Escócia em busca da classificação para a fase eliminatória.
A expectativa é que a experiência do treinador italiano e a combinação entre veteranos e jovens talentos possam recolocar a Seleção no caminho das grandes conquistas.
Para a missão, Carlo Ancelotti convocou 26 jogadores.
Após o corte do lateral Wesley por lesão, o meio-campista Éderson foi chamado para integrar o grupo.
A lista reúne nomes experientes como Alisson, Casemiro, Marquinhos, Neymar e Alex Sandro, além de jogadores que representam a nova geração da Seleção, como Endrick, Rayan, Gabriel Martinelli e Vinicius Júnior.
Nos bastidores da preparação brasileira, a aposta é na manutenção de uma base experiente aliada à capacidade de desequilíbrio individual de atletas que vivem grande fase no futebol internacional.
Desde a conquista do pentacampeonato em 2002, no Japão e na Coreia do Sul, o Brasil convive com uma espera que atravessou gerações.
Passaram-se seis Copas do Mundo sem que a Seleção conseguisse voltar à final do torneio.
O jejum se transformou em uma das maiores cobranças da história recente do futebol brasileiro.
Por isso, a edição de 2026 chega cercada por uma mistura de esperança, ansiedade e expectativa.
A cada novo Mundial, o sonho do hexa volta a ocupar o centro das conversas dos torcedores.
Mais do que um evento esportivo, a Copa do Mundo movimenta bilhões de dólares, influencia relações internacionais, fortalece economias locais e projeta a imagem de países para o mundo inteiro.
Nesta edição, o desafio da Fifa será administrar um torneio sem precedentes em tamanho, logística e alcance global.
Enquanto isso, milhões de torcedores voltam a fazer aquilo que sabem fazer melhor: acreditar.
A Fifa sustenta que a ampliação da Copa para 48 seleções tem como objetivo democratizar o acesso ao torneio e ampliar a participação de diferentes continentes no principal evento do futebol mundial.
A entidade também mantém a programação original da competição, distribuída entre Estados Unidos, México e Canadá.
Toda Copa começa com promessas, favoritos, estatísticas e previsões. Mas a história mostra que o futebol raramente segue roteiros prontos. Para o Brasil, a caminhada rumo ao hexa começa agora. E, como sempre acontece quando a bola rola em um Mundial, o impossível volta a parecer possível.
