Sophia Livas atuava como médica, receitava medicamentos controlados e prejudicava pacientes, inclusive crianças com autismo.

A Polícia Civil do Amazonas prendeu preventivamente Sophia Livas de Morais Almeida, educadora física que se passava por médica em Manaus há pelo menos dois anos. Durante a operação, documentos, receituários e crachás falsificados foram apreendidos na casa da suspeita. A investigação revelou que Sophia tratou ilegalmente pacientes, incluindo crianças com autismo, com remédios perigosos e ainda forneceu atestados falsos que causaram demissões.
Segundo fontes da polícia, Sophia se apresentava publicamente como pesquisadora e doutoranda em medicina, enganando pacientes e familiares. Nas redes sociais, ostentava títulos acadêmicos falsos, reforçando sua farsa.
A investigação identificou que a suspeita receitou medicamentos controlados, inclusive tarjas pretas, a duas crianças com autismo, sem qualquer formação médica para tal. Especialistas alertam para os riscos graves dessa conduta, que pode causar danos irreparáveis à saúde dos pacientes.
Além disso, outros dois homens alegam ter sido vítimas da falsa médica. A denúncia aponta que Sophia forneceu atestados falsificados, que levaram à demissão por justa causa dos trabalhadores, prejudicando suas vidas profissionais.
A polícia cumpriu mandado de busca e apreensão na residência da suspeita, onde encontrou material que comprova o exercício ilegal da medicina, incluindo receituários e crachás falsos.
Informações oficiais da Polícia Civil do Amazonas, documentos apreendidos na operação, relatos das vítimas e denúncias anônimas.
Sophia Livas foi presa preventivamente e responderá por exercício ilegal da medicina, falsificação de documentos e outros crimes correlatos. A polícia segue investigando se há outras vítimas e possíveis cúmplices na rede de falsas prescrições. Até o momento, a suspeita não se manifestou oficialmente. O caso reforça a urgência no combate a fraudes que colocam em risco a saúde pública em Manaus.
