Com apoio de mais de uma nação bicolor nas arquibancadas, Papão faz 4 a 0 no Anápolis, reverte desvantagem do primeiro jogo e confirma o sexto título da Copa Verde em uma noite inesquecível no Mangueirão.
O futebol paraense viveu mais uma noite para entrar na história. Quando a bola rolou no Mangueirão, o Paysandu carregava o peso de uma derrota por 3 a 1 no jogo de ida. Quando o apito final soou, o estádio já era um mar de emoção, festa e celebração. Com uma atuação dominante, o Papão venceu o Anápolis por 4 a 0 e conquistou seu sexto título da Copa Verde.
A conquista não veio apenas pela superioridade técnica dentro de campo. Ela foi construída também pela força de uma torcida que lotou as arquibancadas e acreditou até o último minuto que a virada era possível.
O cenário não era simples.
Após perder a primeira partida por dois gols de diferença, o Paysandu precisava atacar desde o primeiro minuto. E foi exatamente isso que aconteceu.
A equipe paraense assumiu o controle do confronto logo nos instantes iniciais e transformou o campo em uma verdadeira pressão sobre o time goiano.
Apesar das oportunidades criadas, o primeiro gol demorou a sair. A explosão veio aos 40 minutos do primeiro tempo, quando Kleiton Pego acertou um chute de longa distância e abriu o caminho para a reação bicolor.
Na segunda etapa, o Paysandu voltou ainda mais agressivo.
Aos cinco minutos, Castro apareceu bem posicionado para marcar o segundo gol. O lance precisou passar pela análise do VAR, aumentando a tensão dentro do Mangueirão.
Quando a confirmação veio, a torcida entendeu que a virada era possível.
Com o placar de 2 a 0, a decisão caminhava para os pênaltis. Mas o Papão ainda tinha mais combustível.
Quando a partida entrava nos acréscimos, o estádio inteiro empurrava o time para frente.
Foi então que Marcinho encontrou Lucas Cardoso, que serviu Ítalo para marcar o terceiro gol e colocar o Paysandu à frente na disputa.
A explosão da torcida mal havia terminado quando veio o golpe final.
Mais uma vez Marcinho apareceu pela esquerda e encontrou novamente Ítalo. O atacante empurrou para as redes e decretou a goleada histórica.
O placar de 4 a 0 não apenas garantiu o título. Enterrou qualquer possibilidade de reação do Anápolis e transformou a noite em uma das maiores viradas recentes da história do clube.
A conquista reforça um momento de reconstrução vivido pelo Paysandu.
Após o rebaixamento sofrido na Série B, o clube iniciou a temporada determinado a recuperar sua força esportiva.
Os resultados mostram que o planejamento tem produzido efeitos dentro de campo.
Em 2026, o Papão já conquistou o Campeonato Paraense sobre o Remo, levantou a taça da Copa Norte diante do Nacional-AM e agora confirma o hexacampeonato da Copa Verde.
Três títulos antes mesmo do encerramento do primeiro semestre.
O sexto título da Copa Verde consolida ainda mais o Paysandu como uma das principais forças do futebol da região Norte.
Mas a noite também serviu para reforçar algo que números e estatísticas nem sempre conseguem medir: a conexão entre o clube e sua torcida.
O Mangueirão foi protagonista da decisão do início ao fim.
Empurrando o time, transformando cada ataque em esperança e cada gol em explosão coletiva, a torcida bicolor ajudou a construir um dos capítulos mais marcantes da temporada.
O Anápolis entrou em campo com a vantagem construída no jogo de ida após vencer por 3 a 1, mas não conseguiu suportar a pressão exercida pelo Paysandu ao longo dos 90 minutos da decisão.
O futebol costuma premiar quem acredita até o fim. E na noite do hexa, Paysandu e torcida mostraram que, quando o Mangueirão joga junto, até as missões mais difíceis podem se transformar em festa histórica.
