Denúncia Pará Política

Servidor da SEDUC-PA com salário de R$ 4,5 mil ostenta mansão de luxo — origem da fortuna é um mistério

Coordenador Rogério Mira Cavallero de Queiroz exibe vida de milionário nas redes; padrão de vida incompatível provoca indignação e suspeitas nos bastidores do governo do Pará.

Enquanto milhares de servidores públicos do Pará mal conseguem equilibrar as contas no fim do mês, Rogério Mira Cavallero de Queiroz, Coordenador de Serviços Gerais e Terceirizados da Secretaria de Educação do Pará (SEDUC-PA), parece ter encontrado a fórmula mágica da prosperidade. Com um salário líquido de pouco mais de R$ 4.500 reais mensais, Queiroz desfila nas redes sociais em uma verdadeira mansão em condomínio fechado, avaliada em milhões. O segredo dessa incrível gestão financeira? Ainda ninguém sabe — mas seria digno de palestra.

Fotos publicadas recentemente no perfil pessoal de Queiroz mostram ambientes luxuosos, piscina com design arquitetônico e móveis de alto padrão. Corretores consultados pela reportagem estimam que o imóvel, localizado em um dos condomínios mais caros da região metropolitana de Belém, não sai por menos de R$ 2 milhões.

A pergunta que não quer calar nos corredores da SEDUC-PA é: como um salário de R$ 4.500 sustenta um patrimônio desses? Seria um caso extraordinário de educação financeira, ou haveria outras fontes de renda — não tão transparentes — por trás do sucesso?

Fontes internas da SEDUC-PA, que pediram para não ser identificadas por temer represálias, confirmam que o padrão de vida do coordenador “não passa despercebido”. Um servidor relatou: “Todo mundo comenta que o homem vive como milionário. Se ele ensina como faz isso, metade da secretaria já se inscrevia no curso.”

Para completar o quadro de suspeitas, o setor que Queiroz coordena é justamente o responsável pelo acompanhamento de contratos de empresas terceirizadas. Documentos obtidos com exclusividade pela reportagem indicam que alguns desses contratos vêm sendo assinados com valores acima da média de mercado nos últimos anos — detalhe que chamou a atenção de órgãos de controle.

Auditores consultados alertam que, caso se confirme ligação entre patrimônio incompatível e eventuais irregularidades nos contratos, o caso pode configurar enriquecimento ilícito e improbidade administrativa.

Nos bastidores do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), há informações de que a situação já está no radar. Uma apuração preliminar estaria em andamento.

A reportagem utilizou como base documentos públicos de remuneração de servidores, registros imobiliários e entrevistas com servidores da SEDUC-PA sob condição de anonimato. Documentos internos sobre contratos também foram analisados.

A reportagem procurou Rogério Mira Cavallero de Queiroz, que permaneceu em silêncio diante da acusação. Também questionada, a assessoria da SEDUC-PA afirmou que “não comenta assuntos pessoais de servidores” e que “qualquer denúncia formal será devidamente apurada”.

Enquanto isso, resta o mistério: qual a fórmula que transforma R$ 4.500 em mansão e vida de milionário? Seria mais um caso de educação financeira ou, quem sabe, um coelho retirado da cartola? Quem descobrir, favor compartilhar com os demais servidores.

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