Denúncia Pará Política

AAJ Lourenço já recebeu R$ 7 milhões com notas frias, sem contratar ninguém — população aguarda resposta do novo secretário Ricardo Sefer.

Empresa terceirizada da SEDUC segue sem pagar trabalhadores, mesmo após novos repasses públicos. Esperança recai sobre a atuação do novo gestor da Educação.

A empresa AAJ Lourenço & Cia Ltda, contratada pela Secretaria de Estado de Educação do Pará (SEDUC), é novamente alvo de sérias denúncias. Segundo documentos obtidos com exclusividade, a empresa já recebeu R$ 7 milhões em 2025 — parte desse valor com notas fiscais frias, ou seja, sem comprovação de que o serviço foi efetivamente prestado.

Mesmo após os repasses, nenhuma contratação foi realizada, e os trabalhadores que já atuavam seguem sem pagamento, alguns há mais de cinco meses. Muitos estão passando por dificuldades, sem qualquer suporte ou retorno da empresa, que se comunica apenas de maneira informal e vaga.

Além das denúncias sobre os atrasos, há registros de que a AAJ Lourenço estaria utilizando o dinheiro público para quitar ações judiciais trabalhistas, movidas justamente por pessoas prejudicadas por ela mesma. Se comprovado, o uso indevido dos recursos pode configurar grave irregularidade contratual e violação da Lei de Improbidade Administrativa.

Esse cenário gera preocupação — mas também expectativa. Com a recente posse de Ricardo Sefer como novo secretário de Educação, cresce a confiança de que medidas firmes serão tomadas.

Ricardo chega ao cargo com histórico de competência e compromisso com a gestão pública. Diversos setores da sociedade acreditam que sua atuação pode marcar um novo momento na condução da SEDUC, com mais responsabilidade e transparência nos contratos firmados com empresas terceirizadas.

Senhor secretário, a população paraense acredita na sua seriedade e aguarda uma resposta firme diante de tudo o que foi revelado. Os trabalhadores afetados, suas famílias e a comunidade escolar esperam justiça.

É o momento de romper com a omissão, apurar os fatos, suspender os repasses e, se necessário, acionar os órgãos de controle.

A omissão de gestões anteriores não pode se repetir. Cabe à nova administração provar que o Pará não aceita mais que empresas usem o dinheiro público sem entregar o serviço contratado — e ainda deixem pessoas sem salário e sem dignidade.

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