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Hospital Ophir Loyola firma contrato suspeito de R$ 7 milhões com empresa ligada a diretor financeiro

Um contrato suspeito no Hospital Ophir Loyola, em Belém (PA), está sendo acompanhado pelo Ministério Público após a assinatura de um aditivo de R$ 7 milhões com a empresa Locdesk Locação de Equipamentos e Soluções em Informática LTDA. A firma tem vínculos pessoais com o diretor financeiro da unidade hospitalar, Yan Serrão, o que levanta suspeitas de conflito de interesses e favorecimento indevido.

Aditivo milionário para serviços de informática

O Hospital Ophir Loyola é referência em tratamento oncológico no estado do Pará. Recentemente, firmou um aditivo que aumenta substancialmente o valor de um contrato já existente com a empresa Locdesk. O serviço prestado refere-se à infraestrutura e suporte em TI — algo que, segundo especialistas ouvidos, não justificaria valores tão elevados em uma instituição pública de saúde.

“Está muito acima do valor praticado no mercado”, afirmou uma fonte técnica do hospital, sob anonimato.

Ligação entre empresa contratada e diretor financeiro

O sócio da Locdesk, Alexandre Oliveira Santana, mantém uma relação pessoal próxima com o diretor financeiro do hospital, Yan Serrão. Segundo relatos de servidores, eles costumam participar de eventos e reuniões informais juntos, além de manterem alinhamento político dentro da estrutura da saúde pública estadual.

Fontes internas relataram que Alexandre circula com facilidade dentro do hospital, mesmo sem vínculo funcional direto. “Ele é visto com frequência em setores administrativos, como se fosse parte da gestão”, contou um funcionário.

Contrato suspeito no Hospital Ophir Loyola gera reação

A Locdesk foi fundada em 2013, tem capital social de R$ 980 mil e atua na locação de equipamentos e serviços de TI. Apesar de seu porte modesto, a empresa vem acumulando contratos relevantes com instituições públicas — um padrão que acendeu alertas em órgãos de controle.

O Ministério Público do Estado já está monitorando o caso. As suspeitas envolvem uso indevido de recursos públicos, direcionamento de contratos e ausência de concorrência ampla na contratação.

Clamor por transparência e investigação

O caso reforça a cobrança por mais transparência e controle nas contratações do Hospital Ophir Loyola. Servidores e cidadãos relatam um ambiente de permissividade, onde vínculos pessoais parecem influenciar decisões administrativas.

Enquanto as investigações avançam, cresce a pressão por responsabilização. O hospital, que deveria priorizar o atendimento humanizado aos pacientes oncológicos, está no centro de denúncias que envolvem negócios suspeitos entre gestores e empresas parceiras.

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